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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Meu amigo Gabriel

Gabriel nasceu em 08 de maio de 2008. Sou amigo do pai dele, Frederico, desde os tempos da Católica, em fevereiro de 1991. Fui padrinho de casamento do Frederico e da Juliana. Dessa feliz união, nasceu o Gabriel.

Em 30 de março de 2008, pouco mais de um mês antes do Gabriel nascer, como forma de presente antecipado, gravei um CD de canções dos Beatles em versão para crianças e escrevi um texto, em forma de carta, alinhavando as músicas gravadas com uma espécie de estorinha de conto infantil.

Passaram-se os anos.

Hoje, Juliana me manda mensagem por celular convidando para comemoração do aniversário de 08 anos do Gabriel. Respondi que, infelizmente, não poderia comparecer.

E a Ju me solta essa:

"Luciano, demos ao Gabriel uma carta que você escreveu pra ele, quando ele ia nascer...você se lembra? Ele ficou emocionado e até chorou..." A Ju tirou foto da carta impressa e me enviou, continuando a dizer: "ele quer encontrar você. Vamos combinar um dia, ok?"

Claro que eu lembrava! Só tive o impulso imediato de responder o seguinte:

"Quando ele se tornar um beatlemaníaco (e ele vai, rs), ele vai se emocionar ainda mais. É muito bom saber que atitudes positivas que fizemos há anos podem fazer pessoas felizes e emocionadas hoje. Foi demais lembrar dessa carta...eu me emocionei aqui também, fala pro Gabriel".

Abaixo, transcrevo a carta ao meu amigo Gabriel. Vamos nos encontrar, com certeza. A gente já era brother antes mesmo dele nascer. Quem escreveu a carta fui eu, mas quem a assinou foi meu heterônimo, Maestro Cuca Harrison, há uma citação final ao Drummond. Não sou Fernando Pessoa (nem tento), só faço o que posso.

"Lista das músicas:



1. Michelle

2. And I Love Her

3. Here, There And Everywhere

4. Norwegian Wood (This Bird ...)

5. Lucy In The Sky With Diamonds

6. Ob-La-Di, Ob-La-Da

7. Yesterday

8. If I Fell

9. Shes Leaving Home

10. Nowhere Man

11. Martha My de Dear

12. Yellow Submarine

Gabriel,
Ontem (Yesterday), você ainda não existia.
Mas seus pais já sabiam que você estava chegando. E, ao nascer, crescendo e começando a falar coisas, aparentemente, sem sentido, você balbuciava: “Ob-La-Di, Ob-La-Da”.
E dizia isso, olhando para sua mãe. Bobos de nós, sem nada entender.
Você apenas a olhava e dizia: mamãe, eu quero o seu colo e eu a amo (And I Love Her). E seus pais te acolhiam, como só os pais sabem fazer, até que você fechava os olhos e dormia... E em seus sonhos, você já era grande, você era livre de fronteiras e bandeiras, você era o “Homem de Lugar Nenhum” (Nowhere Man) e corria muito rápido, junto com sua cachorrinha Martha e sua amiguinha Michelle (Michelle). Num instante, vocês estavam aqui, lá e em todo lugar (Here, There And Everywhere). Corriam para a Serra do Curral, para a Serra de São José, para a Serra do Cipó - entre as árvores lindas e verdes – que vocês terão de cuidar, para que não acabem –, para Diamantina e, num pulo, que parecia um piscar de olhos, vocês já estavam na Noruega, vendo o desmatamento da floresta, viam cortada a madeira norueguesa, o pássaro tinha voado (Norwegian Wood – This Bird Has Flown), até chegarem ao mar e entrarem no maravilhoso submarino amarelo (Yellow Submarine).
Que doido! Este submarino, ao invés de mergulhar, começava a voar.... e lá em cima, você encontrava sua amiguinha Lucy no céu com diamantes (Lucy In the Sky With Diamonds). Mas, de repente, vocês olhavam, procuravam, e Lucy sumia!
E você e Michelle olhavam um para o outro, sem nada entender. E enquanto tudo isso acontecia, você olhava Michelle, com aquele sentimento diferente e, sem deixar que ela percebesse, pensava consigo mesmo:
“Minha Michelle, se eu me apaixonar por você (If I Fell), o que vai ser?”.
Mas, num segundo, você voltava a si, preocupado com o sumiço de Lucy, e, olhando para sua cachorrinha Martha, perguntava:
“- Martha, minha querida (Martha My Dear), para onde foi a Lucy?.
E Martha, com os olhinhos tristonhos, dizia:
“- Gabriel, ela está fugindo de casa (She´s Leaving Home)”.
E você sentia muita saudade e um pouquinho de medo.
Até que você, assustado, acordava e percebia que era apenas um sonho, e que papai e mamãe estavam de pé, em frente seu berço, te acalentando e te protegendo. E a máquina do mundo se recompunha.
Mas não se preocupe, Gabriel. Viva um dia de cada vez... não queira crescer tão rápido. Tudo tem seu tempo. Porém, enquanto crescer, nunca se esqueça de seus amigos, nunca os deixe para trás: Lucy, Martha e Michelle, sempre estarão com você, pro que der e vier.
Aproveite a viagem!
Saúde e paz, com um beijo, dos amigos Luna, Leca, Lucy, Zizi e Maestro Cuca Harrison.

Belo Horizonte, 30 de março de 2008."




domingo, 3 de abril de 2016

Meu amigo judeu

Em fevereiro de 1991, com 17 anos de idade, ingressei no curso de Direito da Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Nos primeiros dias de aula, com medo de trotes e bicho do mato que sempre fui e ainda sou (atualmente, de um modo mais dissimulado), eu falava pouco e ouvia muito. E o primeiro da turma com quem conversei no pátio da faculdade foi com Marcus Schreiber Campos Rocha, ou simplesmente, Marcão.

Era um cara de 1,90 m de altura, forte, na verdade era gordo, e ele próprio nem gostava desse eufemismo. Dizia ele: “forte, não, eu sou é gordo mesmo”. Enfim, um sujeito que, para desavisados, num primeiro momento, poderia parecer ameaçador. Que nada! Bastava se aproximar e trocar duas frases com ele que seu sorriso se abria e ele revelava sua verdadeira faceta: um grande brincalhão, um piadista de primeira, um menino, um gozador de corpo imenso e coração ainda maior. Ali nasceu nossa amizade, interrompida pela fatalidade do destino, como direi adiante.

Neste mesmo dia, a segunda pessoa com quem conversei foi com o Negão, meu amigo até hoje (ele foi mencionado aqui no blog). Depois, conheci todos os meus amigos de sala, com quem convivo, ainda que os encontre com frequência menor que a desejada, por motivos diversos. Coisas da vida.

Por coincidência, Marcão, Negão e eu tínhamos 17 anos e teríamos de nos apresentar ao Exército Brasileiro. Devem se lembram da propaganda na TV: “Jovem, no ano em que completar 17 anos, aliste-se...”. Combinamos e fomos, cada um partiu de sua casa, mas chegamos juntos, de madrugada, num local íngreme na rua Timbiras, entre rua Rio de Janeiro e rua Espírito Santo. Hoje, o lugar é uma repartição pública federal. Após horas de espera, juntos, escapamos de servir o Exército. Na verdade, acho que foi o Exército Brasileiro que escapou de nós.

Marcão era judeu. Eu nunca tinha visto um judeu de perto, apenas em filmes norte-americanos, principalmente Woody Allen, em seus filmes. Na minha cabecinha de adolescente, judeus eram pessoas excêntricas, do tipo de outro mundo. Marcão provou pra mim que isso era besteira. Ele era um cara comum. Aliás, pensando bem, não. O Marcão era mesmo diferenciado: tinha um carisma natural, um sorriso encantador, uma simpatia, uma leveza de ser, brincando com tudo e com todos (sobretudo com ele próprio). Pelo tamanho que tinha, agigantado, como eu disse, ao olhar sem conhecer, as pessoas supunham que ele fosse carrancudo, sério, ou até mesmo agressivo, o que se revelava exatamente o oposto: quando havia qualquer indício de confusão, de briga, Marcão era o primeiro a se impor, não para dar pancadas ou pontapés, mas para apartar e impedir as agressões. Era um homem de paz.

Quis o destino que o Marcão morresse de câncer no estômago em janeiro de 1999, com 25 anos de idade. Foi enterrado no cemitério israelita da rua Isabel Bueno, no bairro Jaraguá, em Belo Horizonte.

Todos que o conheceram podem atestar que ele era um grande amigo, daqueles seres humanos que passam por nossas vidas e deixam marcas (MARCUS), pessoas de quem jamais esqueceremos.

Eu me lembro dele sempre. Sonhei muitas vezes com ele. Hoje, passados tantos anos, sonho menos. Mas ele está sempre em meu coração. Por ocasião de sua morte, nós, amigos da Católica, resolvemos entregar à dona Laura, mãe do Marcão, uma placa com palavras que me couberam escrever. Não me lembro do que escrevi, mas não importa; sei que o que escrevi foi sincero, veio da alma e do coração e foi uma homenagem a um grande amigo.

Hoje, dia 03 de abril de 2016, Marcão completaria 43 anos.

Nas vidas de quem teve o privilégio de conhecê-lo, ele é eterno.


quarta-feira, 23 de março de 2016

PARATODOS, NÃO. PARALGUNS

Para começo de conversa, já digo: eu não iria ao espetáculo sobre o qual falarei nas linhas abaixo, nem que me dessem o ingresso, pagassem R$30,00 e me oferecessem pão com mortadela.

Dito isso, passo à análise dos fatos. Em Belo Horizonte, no Sesc Palladium, dia 19/03/2016, durante a apresentação do espetáculo “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, o ator e codiretor Cláudio Botelho introduziu um 'caco' (texto improvisado e que não está no roteiro original) contra Dilma e Lula. Petistas da plateia se irritaram e iniciaram o coro: “Não vai ter golpe”. Encerrou-se a apresentação antes do fim e devolveu-se o dinheiro dos ingressos. Após o ocorrido, Chico Buarque, o autor das canções, retirou a autorização para que Cláudio Botelho utilizasse suas músicas neste espetáculo ou em qualquer outro.

Da análise dos fatos, concluo que:
1) A plateia de Chico Buarque, em sua grande maioria, defende e comunga do que ele pensa, em termos de preferências políticas;
2) Chico Buarque avaliza, estimula e exige o que eu disse no item 1;
3) A obra de Chico Buarque se confunde com seu pensamento político;
4) Chico Buarque e seu público não admitem a hipótese de alguém poder gostar de sua obra, sem endossar sua ideologia político-partidária.

Desta forma, portanto, para Chico e seus fãs, quem gosta da música de Chico Buarque tem de, necessariamente, concordar com sua opinião política.

Já li um ou outro colunista dizer que gosta da música de Chico, mas não apoia seu ideal político e que sabe separar a obra do autor. No entanto, o próprio Chico não tolera isso. Nem tampouco seus admiradores.

Escrevi aqui, anteriormente, que Chico Buarque não é gênio e que foi alçado a tal patamar pelos cadernos de cultura dos jornais, mormente na época da ditadura militar.

Esse episódio ocorrido aqui em BH só vem corroborar o que eu penso.

Quando criança e adolescente, foram-me empurradas, ouvido adentro, as canções de Chico Buarque. Por um tempo, supus que gostasse, mas percebi o engodo e o que havia por trás daquilo tudo. Ainda escreverei sobre o tema, mas não hoje. 

O fato é que não gosto da obra de Chico Buarque e não concordo com seu pensamento político esquerdista, que é contrário à ditadura militar brasileira (como também eu sou), mas que reverencia ditaduras comunistas/bolivarianas, como a de Cuba, da Coreia do Norte, do falecido Chávez e do moribundo Maduro, dentre outras. Ao contrário de mim, que sou avesso a quaisquer ditaduras, de esquerda ou direita, Chico as escolhe, de acordo com sua preferência ideológica.

A visão de democracia de Chico Buarque é torta e desvirtuada, do tipo, "se você pensa como eu, isso é democracia, se não pensa, você é intolerante, prega o ódio e é golpista". Só na cabeça dessa gente impeachment é sinônimo de golpe. O instituto do impeachment está regulado pela legislação brasileira (Lei 1.079/50) e pela Constituição Federal, no Título IV, "Da Organização dos Poderes", Capítulo II, "Do Poder Executivo", na Seção III, "Da Responsabilidade do Presidente da República", que define nos artigo 85 e 86 os crimes de responsabilidade.

Diferentemente daquela música "Paratodos", a democracia de Chico Buarque é "Paralguns"; os que ele escolhe e os que o bajulam.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Ligações Perigosas

As conversas telefônicas de Lula, gravadas pela Polícia Federal sob autorização do juiz Sérgio Moro, revelaram, a quem ainda duvidava, a sordidez do caráter e a baixeza moral do ex-presidente.

É preciso deixar claro que, ao contrário do que afirmam os advogados de defesa de Lula, no instante em que as gravações foram feitas e tiveram o sigilo retirado, o ex-presidente ainda não havia tomado posse como Ministro Chefe da Casa Civil do governo Dilma, e, portanto, a competência para conduzir a investigação era do juiz Moro.

É evidente e salta aos olhos que a intenção da nomeação de Lula como ministro de estado, levada a cabo pela Presidente da República Dilma Rousseff, é fazer com que ele passe a ter foro por prerrogativa de função (foro privilegiado) e seja investigado e eventualmente julgado pelo STF, fugindo, através desta manobra, da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, que tem como titular o juiz Sérgio Fernando Moro.

Lula está desesperado e acuado. Em conversa telefônica com a presidente Dilma Rousseff ele chamou o STJ e o STF de "acovardados" e disse que está assustado com a "República de Curitiba". Ou seja: Lula escolheu quem o investigará e o julgará, e optou pelo Supremo Tribunal Federal.

Cabe ao STF, agora, reconhecer que a manobra infame de Lula para escapar do juiz Moro tem a clara intenção de obstruir a Justiça e declarar que o foro privilegiado não se aplica, neste caso, em razão da finalidade imoral. Se o Supremo não reagir, a mensagem que será passada à sociedade é a de que Lula controla e manda nos ministros que integram a Corte Suprema e, em razão disso, prefere ser investigado e eventualmente julgado por ela.

Há um mandado de segurança impetrado no STF pelo PPS objetivando a suspensão do decreto de nomeação de Lula como Ministro Chefe da Casa Civil e que foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes, que será, por consequência, o relator. Este não é da turma de Lula.

O mais antigo ministro do STF, o decano Celso de Mello, proferiu hoje severo discurso, que abaixo transcrevo, repudiando a atitude de Lula. Espero que todo o Tribunal mantenha esse mesmo tom. 


"Os meios de comunicação revelaram, ontem, que conhecida figura política de nosso País, em diálogo telefônico com terceira pessoa, ofendeu, gravemente, a dignidade institucional do Poder Judiciário, imputando a este Tribunal a grosseira e injusta qualificação de ser “uma Suprema Corte totalmente acovardada“!
Esse insulto ao Poder Judiciário, além de absolutamente inaceitável passível da mais veemente repulsa por parte desta Corte Suprema, traduz, no presente contexto da profunda crise moral que envolve os altos escalões da República, reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder, até mesmo em razão do primarismo de seu gesto leviano e irresponsável, o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firmejustaimpessoal e isenta de Juízes livres e independentes, que tanto honram a Magistratura brasileira e que não hesitarão, observados os grandes princípios consagrados pelo regime democrático e respeitada a garantia constitucional do devido processo legal, em fazer recair sobre aqueles considerados culpados, em regular processo judicial, todo o peso e toda a autoridade das leis criminais de nosso País!
A República, Senhor Presidente, além de não admitir privilégios, repudia a outorga de favores especiais e rejeita a concessão de tratamentos diferenciados aos detentores do poder ou a quem quer que seja.
Por isso, Senhor Presidente, cumpre não desconhecer que o dogma da isonomia, que constitui uma das mais expressivas virtudes republicanas, a todos iguala, governantes e governados, sem qualquer distinção, indicando que ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade das leis e da Constituição de nosso País, a significar que condutas criminosas perpetradas à sombra do Poder jamais serão toleradas, e os agentes que as houverem praticado, posicionadosou não, nas culminâncias da hierarquia governamental, serão punidos por seu Juiz natural na exata medida e na justa extensão de sua responsabilidade criminal!"



terça-feira, 15 de março de 2016

Não há ninguém intocável

A colaboração, ou delação premiada, do Senador Delcídio do Amaral foi homologada hoje, 15/03/2016, pelo Supremo Tribunal Federal e revela fatos novos que precisam ser investigados.

São citados, entre outros, Aloízio Mercadante, Erenice Guerra, Antônio Palocci, Silas Rondeau, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Michel Temer, Dilma Rousseff e Aécio Neves. 

Lula também é citado, mas já estava sendo investigado e os fatos narrados por Delcídio devem complicar ainda mais sua já delicada situação. Tanto que ele deverá se tornar ministro do Governo Dilma no intuito de obter foro privilegiado, o que é mais um vexame do ex-presidente quase moribundo politicamente. A cabeça da Jararaca está balançando de pavor.

Todos eles, sem exceção, têm de ser investigados.

Um país que quer o fim da corrupção tem o dever de apurar os fatos, sob a égide da ampla defesa e do devido processo legal e punir quem for considerado culpado, independentemente do partido ao qual pertença. 


domingo, 13 de março de 2016

Governo Dilma em Xeque 2 (A missão)

Há quase um ano, em 15/03/2015, escrevi esta postagem aqui no blog.

Hoje, 13/03/2016, a situação da presidente Dilma não apenas piorou, como está insustentável.

O país não dá nenhum sinal de que se recuperará da crise moral, política e econômica na qual o PT e a presidente o colocaram.

Os protestos de hoje superaram em muito os números dos protestos de março de 2015. Somente na avenida Paulista, a PM estimou 1 milhão e 400 mil pessoas protestando, pacificamente, contra o Governo. É um recorde praticamente imbatível.

Ao contrário do ano passado, quando havia pautas difusas, as demandas de hoje eram muito claras e específicas: Impeachment de Dilma, prisão de Lula, exclusão do PT da vida política nacional, apoio à Operação Lava Jato, ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Juiz Federal Sérgio Moro. 

E ainda existe uma meia dúzia de três delirantes que acreditam que isso é coisa de elite branca, coxinha e burguês.

Mas essa doença passa. Nada como a realidade para curar um delirante.

Nada como a queda constitucional de um governo corrupto e incompetente para um país voltar a caminhar e crescer.


sexta-feira, 4 de março de 2016

A JARARACA E A BESTA

Lula – ou a Jararaca – ainda não morreu, mas seu discurso já morreu de velho. Ninguém mais aguenta a fala de que ele é uma vítima perseguida pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Juiz Moro.  Ninguém mais aguenta ouvir a falácia vitimista de que a “zelite” não suporta um trabalhador subir na vida.

Hoje, dia 04/03/2016, em mais uma etapa da Operação Lava Jato, batizada de “Aletheia”, após ter sido conduzido coercitivamente e prestar depoimento na Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, Lula, a Jararaca, na sede do PT, estava discursando para os convertidos. A canalha de sempre estava lá para aplaudi-lo: UNE, MST, CUT e, claro, PT.

Mais pretensioso do que nunca, Lula ainda ameaçou ser candidato em 2018. Ao ouvir essa assertiva, pensei de imediato: se você não estiver preso, né? Acontece que Lula, ainda que esteja solto em 2018, não tem mais moeda política: ninguém, fora os convertidos, acredita mais nele. Ele não ganha eleição nem para vereador em sua cidade, Garanhuns/PE. Acho que não ganha nem para síndico de condomínio.

Mas o que importava para Lula, neste pronunciamento, era convocar a chamada militância, composta dos já citados: petistas, integrantes do MST, da CUT, da UNE e de marxistas e esquerdistas, de modo geral. Lula é o general psicopata que lidera este coletivo de histéricos e os incita a uma guerra contra os “golpistas”.

Como disse Nelson Rodrigues neste pequenino trecho de pouco mais de um minuto, em entrevista concedida ao seu amigo Otto Lara Resende: “O Marx é uma besta”.